Matéria publicada na Revista Veja é, de certa forma, um impressionante material contra a teoria da evolução. Talvez não tenha sido a intenção do seu autor, mas a conclusão a que se chega é que um erro de calibragem na evolução, para mais ou para menos, teria inviabilizado a nossa vida.
Veja a matéria abaixo e tire suas conclusões:
O que muda no corpo com o tempo
Audição
O que a idade nos cobra
A exposição constante ao barulho danifica as células ciliares do ouvido interno, responsáveis pelo transporte do som até o cérebro. As dificuldades auditivas afetam 70% da população com idade acima dos 75.
Se a evolução tivesse sido diferente
Além de células sensoriais mais resistentes, poderíamos contar com orelhas maiores, de modo a captar melhor os sons.
Em compensação...
Ficaríamos zonzos com a quantidade de ruídos que passariam a ser percebidos, como o do movimento do ar ao nosso redor.
Pressão arterial
O que a idade nos cobra
O acúmulo de placas de gordura na parede das artérias leva a seu estreitamento, o que facilita o aparecimento da hipertensão. Fator de risco para doenças cardiovasculares, a pressão alta acomete 25% das pessoas com mais de 75 anos.
Se a evolução tivesse sido diferente
Os vasos sanguíneos deveriam ser revestidos de tecido antiaderente que impedisse o depósito de gordura.
Em compensação...
Um revestimento assim dificultaria a transferência de nutrientes e oxigênio do sangue para os tecidos, além de reduzir a elasticidade das artérias.
Pele
O que a idade nos cobra
Com a queda na produção das fibras de colágeno e elastina, a pele fica mais fina, seca, enrugada e sujeita a infecções.
Se a evolução tivesse sido diferente
A produção de elastina e colágeno poderia ser tão vigorosa na velhice quanto é na juventude.
Em compensação...
O excesso de colágeno favoreceria inflamações como a artrite. E, em demasia, a elastina daria ao rosto o aspecto de uma máscara apertada.
Sistema imunológico
O que a idade nos cobra
As células de defesa do organismo tornam-se menos eficientes. Em alguns casos, podem até ordenar que os anticorpos ataquem o próprio organismo.
Se a evolução tivesse sido diferente
Nossas defesas permaneceriam fortes para sempre.
Em compensação...
A hiperatividade do sistema imunológico levaria a um quadro inflamatório permanente, o que aceleraria o envelhecimento.
Cérebro
O que a idade nos cobra
Com o tempo, a maioria dos neurônios tende a se degenerar. A partir dos 40 anos, também se reduz o número de sinapses, o que explica a baixa na capacidade de absorver novos conhecimentos, na velocidade dos reflexos e na coordenação motora.
Se a evolução tivesse sido diferente
A solução mais óbvia seria manter a capacidade reprodutiva dos neurônios ao longo de toda a vida.
Em compensação...
A multiplicação indefinida dos neurônios poderia elevar a probabilidade de surgimento de tumores cerebrais. Além disso, aumentaria o risco de serem estabelecidas conexões malfeitas entre os neurônios, causando distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Visão
O que a idade nos cobra
Uma em cada quatro pessoas com mais de 75 anos sofre de problemas visuais, impossíveis de correção pelo uso de lentes, como glaucoma e degeneração macular.
Se a evolução tivesse sido diferente
Os olhos poderiam ser dotados de uma membrana transparente, mas capaz de bloquear os raios ultravioletas do sol, que são extremamente danosos à visão.
Em compensação...
Com a idade, essa membrana adicional perderia a elasticidade.
Músculos
O que a idade nos cobra
A partir dos 35 anos, a comunicação entre os músculos e os neurônios motores da medula espinhal tende a enfraquecer, o que leva à perda de força muscular.
Se a evolução tivesse sido diferente
Para durar mais, cada um dos músculos poderia ser regido por um feixe maior de neurônios.
Em compensação...
Para que a medula contivesse uma quantidade maior de neurônios motores, a coluna vertebral deveria ser muito mais grossa e pesada. Teríamos dificuldade para nos equilibrar e ficaríamos ainda mais vulneráveis a problemas de coluna, como a hérnia de disco.
Ossos
O que a idade nos cobra
A partir dos 30 anos, o cálcio deixa de ser reposto de maneira uniforme, o que faz com que alguns pontos do esqueleto se tornem mais frágeis e sujeitos a fraturas.
Se a evolução tivesse sido diferente
A reposição óssea deveria depender menos dos hormônios, cujas taxas caem com a idade. Bom seria se as próprias células fossem dotadas de mecanismos internos de reposição de cálcio.
Em compensação...
A excessiva calcificação do esqueleto comprometeria os movimentos do corpo.
Revista VEJA nr. 2094 – 07 de janeiro de 2009
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
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